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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Despedir quem reclama o seu?


A barbárie parece ter chegado à Fapobol de Mindelo.

Não bastava já a penalização pelos salários não serem pagos a horas, e a administração ameaça agora despedir aqueles que reclamaram o que é seu, ou seja, os salários vencidos e o não cumprimento da palavra dada de que os mesmos seriam pagos na data estipulada pela própria administração.

São 12 os trabalhadores, os mais combativos já se vê, que dava jeito ao administrador ver fora da fábrica que administra mal e que a coloca perto da falência.

Manuel Pinto de Sousa é certamente dos que acha que o código do trabalho deveria permitir despedir ao seu belo prazer, pois assim evitaria o incómodo de ter de ir a tribunal e justificar a sua prepotente e inqualificável atitude que certamente não passará.

É por estas e por outras, que os trabalhadores e sindicatos não podem aceitar o código de trabalho do governo Sócrates e devem continuar a lutar por manter as garantias de não despedimento sem justa causa.

Se mesmo com esse princípio, as coisas são como este exemplo mostra, como seria o livre despedimento com atitudes como a deste administrador.





quarta-feira, 26 de setembro de 2007

primeiros despedimentos na MACONDE


Os receios confirmaram-se: a Maconde despediu hoje cerca de 50 dos seus trabalhadores que já não terão trabalho a partir de segunda-feira, 1 de outubro.

Não por acaso, a empresa escondeu à Comissão de Trabalhadores o plano de reestruturação da empresa para assim evitar a reacção dos trabalhadores aos despedimentos.

Também não está garantido aos trabalhadores agora despedidos as indemnizações legais devidas pelos anos de trabalho e dedicação à empresa, pois que lhes foi dito para pugnarem por eles. Ora a empresa conhece a lei e sabe bem qual o montante legal da indemnização a que está obrigada.

Também ainda está por pagar o subsídio de férias a alguns trabalhadores.
  • O acordo com a banca afinal contempla ou não as dívidas e as indemnizações aos trabalhadores?
  • O governo interveio e não garantiu no acordo os direitos dos trabalhadores, o cumprimento da lei? Triste governo Socialista que descarta os trabalhadores.
  • Gostaríamos de saber se os gestores responsáveis pela destruição de postos de trabalho e pelas estratégias erradas de gestão que conduziram a empresa à crise que vem vivendo, também têm os subsídios e mordomias em atraso.

Os trabalhadores são assim e mais uma vez usado(a)s e tratado(a)s como peças descartáveis do sistema de acumulação capitalista.