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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

MACONDE: Grupo Parlamentar faz dois Requerimentos ao Ministro


Grupo Parlamentar

ASSUNTO: Despedimentos na empresa Maconde.
Apresentado por: Mariana Aiveca.
Dirigido ao:
Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.


O Bloco de Esquerda dirigiu ao Ministério da Economia e Inovação um conjunto de perguntas sobre a situação na empresa têxtil Maconde e das negociações em curso com um o sindicato bancário constituído pelo Banco Comercial Português e a Caixa Geral de Depósitos chegaram a acordo para a resolução do passivo daquele grupo económico.

Aludíamos ao facto de estarmos perante esta situação seria expectável que estando os trabalhadores vivendo uma situação de insegurança e de angústia face ao seu futuro, fossem informados do desenrolar do processo, nem mesmo as estruturas sindicais nem a própria Comissão de Trabalhadores tiveram acesso ao conteúdo do plano de reestruturação, como aliás manda a lei.

Compreende-se agora o porquê de todo o secretismo em volta do plano de reestruturação da empresa: - 53 trabalhadores vão de imediato ser despedidos e mais alguns se seguirão.

A lei foi uma vez mais desrespeitada em relação à Comissão de Trabalhadores quanto ao direito de informação e consulta e de «Parecer».

A declaração de insolvência das empresas MacondeII e MACmeios do grupo Maconde, pelo tribunal de Braga ambas as empresas têm sede em Braga, ou pelo menos é essa a morada que aparece na insolvência.

Acontece que todos(as) sempre trabalharam na fábrica de Vila do Conde, embora fizessem a contabilidade das outras fábricas. A Fábrica de Braga e da Póvoa de Varzim fecharam mas a empresa continuou a trabalhar em Vila do Conde com trabalhadores de Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

Os trabalhadores nem sabem a que empresa pertencem, pois o seu posto de trabalho habitual era na fábrica de Vila do Conde.

Por outro lado chama-se a atenção que a empresa tem em falta parte do subsídio de férias a uns e a totalidade a outros e no acto do despedimento os subsídios ou parte em falta não estão a ser pagos.

Assim, ao abrigo das disposições regimentais em vigor, pergunto ao Ministério da Economia e Inovação, com a máxima urgência sobre as seguintes questões:

  1. Para quando a divulgação ao trabalhadores e à Comissão de Trabalhadores, de acordo com a lei, do plano de reestruturação do Grupo MACONDE ?

  2. Que medidas pensa tomar o Ministério junto do Grupo MACONDE para que a lei seja cumprida que, todos os postos de trabalho sejam assegurados e os despedimentos anulados?

A Deputada do Bloco de Esquerda.

Mariana Aiveca

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ASSUNTO: Despedimentos na empresa Maconde.
Apresentado por: Mariana Aiveca.
Dirigido ao: Inspecção Geral de Trabalho.

O Bloco de Esquerda dirigiu ao Ministério da Economia e Inovação um conjunto de perguntas requerimento sobre a situação na empresa têxtil Maconde e das negociações em curso com um o sindicato bancário constituído pelo Banco Comercial Português e a Caixa Geral de Depósitos chegaram a acordo para a resolução do passivo daquele grupo económico.

Aludíamos ao facto de estarmos perante esta situação seria expectável que estando os trabalhadores vivendo uma situação de insegurança e de angústia face ao seu futuro, fossem informados do desenrolar do processo, nem mesmo as estruturas sindicais nem a própria Comissão de Trabalhadores tiveram acesso ao conteúdo do plano de reestruturação, como aliás manda a lei.

Compreende-se agora o porquê de todo o secretismo em volta do plano de reestruturação da empresa: - 53 trabalhadores vão de imediato ser despedidos e mais alguns se seguirão.

A lei foi uma vez mais desrespeitada quanto ao direito de informação e consulta e de «Parecer» por parte da Comissão de Trabalhadores.

A declaração de insolvência das empresas MacondeII e MACmeios do grupo Maconde, pelo tribunal de Braga ambas as empresas têm sede em Braga, ou pelo menos é essa a morada que aparece na insolvência.

Acontece que todos(as) sempre trabalharam na fábrica de Vila do Conde, embora fizessem a contabilidade das outras fábricas. A Fábrica de Braga e da Póvoa de Varzim fecharam mas a empresa continuou a trabalhar em Vila do Conde com trabalhadores de Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

Os trabalhadores nem sabem a que empresa pertencem, pois o seu posto de trabalho habitual era na fábrica de Vila do Conde.

Por outro lado chama-se a atenção que a empresa tem em falta parte do subsídio de férias a uns e a totalidade a outros e no acto do despedimento os subsídios ou parte em falta não estão a ser pagos.

Assim, ao abrigo das disposições regimentais em vigor, pergunto à Inspecção Geral do Trabalho, com a máxima urgência sobre a seguinte questão:

  • Que medidas pensa tomar a Inspecção Geral do Trabalho junto do Grupo MACONDE para que a seja cumprida, todos os postos de trabalho sejam assegurados e os despedimentos anulados?


A Deputada do Bloco de Esquerda.
Mariana Aiveca.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

primeiros despedimentos na MACONDE


Os receios confirmaram-se: a Maconde despediu hoje cerca de 50 dos seus trabalhadores que já não terão trabalho a partir de segunda-feira, 1 de outubro.

Não por acaso, a empresa escondeu à Comissão de Trabalhadores o plano de reestruturação da empresa para assim evitar a reacção dos trabalhadores aos despedimentos.

Também não está garantido aos trabalhadores agora despedidos as indemnizações legais devidas pelos anos de trabalho e dedicação à empresa, pois que lhes foi dito para pugnarem por eles. Ora a empresa conhece a lei e sabe bem qual o montante legal da indemnização a que está obrigada.

Também ainda está por pagar o subsídio de férias a alguns trabalhadores.
  • O acordo com a banca afinal contempla ou não as dívidas e as indemnizações aos trabalhadores?
  • O governo interveio e não garantiu no acordo os direitos dos trabalhadores, o cumprimento da lei? Triste governo Socialista que descarta os trabalhadores.
  • Gostaríamos de saber se os gestores responsáveis pela destruição de postos de trabalho e pelas estratégias erradas de gestão que conduziram a empresa à crise que vem vivendo, também têm os subsídios e mordomias em atraso.

Os trabalhadores são assim e mais uma vez usado(a)s e tratado(a)s como peças descartáveis do sistema de acumulação capitalista.



MACONDE motiva Requerimento do BE ao Ministro da Economia



A situação do grupo têxtil Maconde é grave, após o encerramento de várias fábricas e o despedimento de mais de mil trabalhadores.

Desta vez é a unidade de Vila do Conde que se encontra ameaçada, e com ela os 583 postos de trabalho.

As negociações entre a administração e o sindicato bancário para a resolução do passivo têm contado com a participação do governo, mas aos trabalhadores nada é dito sobre o desenrolar do processo.

A deputada Mariana Aiveca dirigiu hoje um requerimento ao governo para conseguir as explicações que o governo até hoje não quis dar.


leia o texto do Requerimento ao Ministro da economia e Inovação

terça-feira, 11 de setembro de 2007

MACONDE salva? com quantos trabalhadores?



Parece que a empresa encontrou uma solução para a crise financeira que atravessa, permitindo manter a actividade laboral e o sustento dos seus trabalhadores, alguns dos quais têm salários em atraso.

As palavras ouvidas dos seus responsáveis falam em manter os trabalhadores da produção, deixando antever que outros serão despedidos.

Para esses, a Maconde fecha e não é difícil de adivinhar dias difíceis para quem tem idades maduras e baixas qualificações.

O Sócrates prometeu 150.000 novos postos de trabalho e dá a maior taxa de desemprego dos últimos anos.

Quando o acordo com a banca for assinado, talvez se venha a conhecer a sorte que a acordo dispensa aos trabalhadores, até lá, esperemos que a empresa pague o que deve e não venha de novo com atitudes coercivas para 'convencer' os trabalhadores a despedirem-se com indemnizações inferiores à que têm direito.


Entretanto podem ver um resumo do que foi publicado acerca da história desta crise nestas ligações :





* ANTECEDENTES

Riopele e Maconde não vão fechar empresas
JN -
18 de Janeiro de 2005

O bombeiro da Maconde
EXPRESSO - 16.04.2005

Maconde abre apetite à especulação comercial
JN - 1 Outubro de 2005

Maconde vende lojas Tribo e Macmoda à Sonae
DN - Quarta, 3 de Maio de 2006




* A CRISE


Operários temem fecho da Maconde

JN - 2 de Março de 2007

Maconde em risco de fechar e despedir 583 funcionários

JN - 29 de Agosto de 2007

Maconde em risco de fechar
RÁDIO RENANCENÇA - 29-08-2007

Maconde: 600 postos de trabalho em risco

ESQUERDA.NET - 30-Ago-2007

Maconde com problemas
SIC - 30-08-2007

Caixa Geral de Depósitos disponível para aumentar participação no crédito

O Primeiro de Janeiro -




* O ACORDO

Viabilidade da Maconde não trava despedimentos
JN - 12 de Setembro de 2007

Acordo para reestruturação do passivo da Maconde
RTP - 2007-08-31

Maconde: Governo e banca de acordo na reestruturação passivo

Dinheiro Digital - 31-08-2007

Bloco de Esquerda desconfia da recuperação da ‘Maconde’
Póvoa Semanário - 12-09-2007

Maconde chega a acordo de princípio com a banca para sobreviver
RTP - 2007-09-10

Maconde chega a acordo de princípio com a banca para sobreviver

PÚBLICO - 10.09.2007

Governo chegou a acordo sobre reestruturação do passivo da Maconde
Primeiro de Janeiro - 11 de Setembro de 2007

Governo chegou a acordo sobre reestruturação do passivo da empresa
Primeiro de Janeiro - 12 de Setembro de 2007

* OUTROS

Onda Jovem na Maconde
JanelaWeb - Maio 1998

A nossa Zara
JORNAL DE NEGÓCIOS - 3 Maio 2006


trabalho do estudante de informática da Univ. de Coimbra
MACONDE - Mini Caso de estudo







domingo, 9 de setembro de 2007

MACONDE: trabalhadores preocupados

O núcleo de VCD e PVZ reuniu sexta-feira com a Comissão Sindical da MACONDE.

A reunião permitiu ao bloco mostrar a solidariedade aos trabalhadores e divulgar as acções de acompanhamento da evolução na empresa, desenvolvidas desde o momento em que tivemos conhecimento que a empresa estava a convidar trabalhadores a aceitarem acordos de rescisão de contratos com indemnizações abaixo do estipulado na lei.

Na Asembleia Municipal de 28 de Setembro do ano passado, a deputada municipal do BE, Carmen Silva, teve a seguinte intervenção:

"Tenho conhecimento pessoal do aliciamento para a aceitação do despedimento por mútuo acordo, por parte da Empresa Maconde a vários trabalhadores.
Dizem-me que os objectivos da Empresa é a redução dos actuais 1.500 trabalhadores, para cerca de apenas 600.
Os relatos que me fizeram dão conta da utilização de processos coercivos e ameaças no sentido de forçar a aceitação do despedimento por parte dos trabalhadores, atitudes reprováveis daqueles empresários sobre quem durante muitos anos foram os seus parceiros de actividade, e que com o seu trabalho contribuiram significativamente para o êxito da empresa.

Pergunto ao Sr. Presidente se tem conhecimento de estar em curso algum processo de deslocalização.

No caso afirmativo, e dado que a redução da força de empregos no nosso concelho tem sido significativa nos últimos dias, designadamente nos sectores tradicionais dos texteis e vestuário, pergunto se tem prevista alguma acção que possa travar essa deslocalização ou se vislumbra alguma iniciativa que possa contribuir para o emprego destes vilacondenses fragilizados pela idade e baixas qualificações académicas?

Esta intervenção levou à realização de uma reunião do Presidente da Câmara com os responsáveis da empresa tendo a mesma confirmado as preocupações quanto à sua situação financeira.

Presentemente a empresa tem ainda salários em atraso, designadamente a trabalhadores administrativos e existe um compromisso do governo em garantir através da banca os meios financeiros para a mesma continuar a sua normal actividade.

Não conhecendo a CT da MACONDE o plano de reestruturação da empresa além do que tem vindo na comunicação social, que passa pela venda de património para pagar os passivos, é grande a inquietação dos trabalhadore(a)s pois desconhecem se o mesmo contempla a garantia da salvaguarda da totalidade dos actuais postos de trabalho.

O Bloco de Esquerda transmitiu à CT da empresa que vai continuar atento e disponível para apoiar os trabalhadores nas suas acções de defesa dos seus direitos e manifesta estranheza pelo facto do município da Póvoa de Varzim e designadamente o seu presidente, não ter até ao momento desenvolvido qualquer acção conducente a defender a actividade industrial nos municípios vizinhos e por essa via o rendimento e a sustentabilidade de centenas de famílias vilacondenses e poveiras.

Os municípios têm competências sociais e é sempre preferível actuar a montante evitando a perda de emprego do que depois tentar minimizar os seus efeitos com resultados sempre limitados e duvidosos.

outras fotografias da reunião





sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Maconde: ameaça de encerramento coloca 600 postos de trabalho em risco

Maconde, empresa têxtil de Vila do Conde, pode fechar as portas. Os 583 trabalhadores (412 são mulheres) podem ficar sem emprego, caso a empresa não consiga garantir cerca de seis milhões de euros, necessários para a conclusão do processo de reestruturação em curso. A Maconde chegou a empregar mais de dois mil trabalhadores, mas em 2002 começou a encerrar unidades, as últimas das quais no ano passado, em Braga e na Póvoa do Varzim. O sindicalista Domingos Pinto afirma que o problema vem de longe e aponta o dedo à gestão da unidade. "A empresa não pode viver de trabalhar a feitio para Inglaterra como qualquer fabriqueta de esquina".

A informação de que a Maconde pode encerrar foi dada, ontem de manhã, pelo presidente da Câmara de vila do Conde, Mário de Almeida. "Estou preocupado, mas hoje [ontem] deu-me a impressão de que há alguma hipótese. A Administração diz que a empresa é viável e tem encomendas. Só não tem liquidez. Os contactos que fiz com o BCP e com o Governo deixaram-me alguma esperança. Mas, se não houver acordo muito em breve, a situação vai complicar-se", explicou o autarca ao Jornal de Notícias.

Menos confiante está Domingos Pinto, do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio de Vestuário e de Artigos Têxteis. O sindicalista garante que a empresa precisaria de 25 milhões de euros para concluir a reestruturação, para além dos 32 milhões que detém de dívidas.

O sindicalista afirmou ao JN , que o impasse "já era esperado". "A empresa não pode viver de trabalhar a feitio para Inglaterra como qualquer fabriqueta de esquina", criticou Domingos Pinto, que vê, como única saída para a empresa, a aposta na marca própria, a Oxford. Quanto à situação actual da Maconde, o sindicalista lembra que, dos 200 a 300 trabalhadores que aceitaram a rescisão amigável aquando do encerramento das unidades fabris de Braga e da Póvoa, já há "quem esteja sem receber há mais de seis meses".

Já em Março do corrente ano, os trabalhadores manifestaram a sua insegurança face a uma empresa que durante o último ano foi encerrando algumas das suas unidades fabris em vários pontos do País, procedendo mesmo à extinção de postos de trabalho, além de no total ter vendido 42 dos estabelecimentos que possuía. Tal faria parte do plano de reestruturação do grupo, decidido no início de 2006, e que incluía a transferência de lojas Macmoda, Tribo e Zona Franca para três insígnias do grupo Sonae.