Mostrando postagens com marcador FAPOBOL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FAPOBOL. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Despedir quem reclama o seu?


A barbárie parece ter chegado à Fapobol de Mindelo.

Não bastava já a penalização pelos salários não serem pagos a horas, e a administração ameaça agora despedir aqueles que reclamaram o que é seu, ou seja, os salários vencidos e o não cumprimento da palavra dada de que os mesmos seriam pagos na data estipulada pela própria administração.

São 12 os trabalhadores, os mais combativos já se vê, que dava jeito ao administrador ver fora da fábrica que administra mal e que a coloca perto da falência.

Manuel Pinto de Sousa é certamente dos que acha que o código do trabalho deveria permitir despedir ao seu belo prazer, pois assim evitaria o incómodo de ter de ir a tribunal e justificar a sua prepotente e inqualificável atitude que certamente não passará.

É por estas e por outras, que os trabalhadores e sindicatos não podem aceitar o código de trabalho do governo Sócrates e devem continuar a lutar por manter as garantias de não despedimento sem justa causa.

Se mesmo com esse princípio, as coisas são como este exemplo mostra, como seria o livre despedimento com atitudes como a deste administrador.





sexta-feira, 4 de abril de 2008

FAPOBOL: Trabalhadores lutam pelos seus salários


Trabalhadores paralisaram duas horas em protesto pelos seus salários em atraso, cumprindo uma sua decisão tomada em plenário na semana anterior.

A este protesto aderiu a maioria dos trabalhadores que além de estarem ameaçados pelo despedimento, no caso da reestruturação da empresa não se concretizar, correm ainda o risco (se não defenderem os seus salários já vencidos) de verem o resultado do seu trabalho ir para os credores da empresa.

O tribunal já declarou a insolvência da Fapobol e marcou para 06 de Maio a assembleia de credores. Sendo a segurança social e as Finanças, os maiores credores, estando assim exclusivamente nas mãos do estado a recuperação da empresa e a salvaguarda dos 170 trabalhadores.

Por isso, este governo tem aqui um teste para provar de que lado está, e se vai querer contabilizar ou não, estes trabalhadores nos 150.000 que prometeu criar, pois mais importante que criar é preservar o que existe.

Os trabalhadores não devem baixar a sua guarda pela defesa dos seus legítimos interesses.





sexta-feira, 7 de março de 2008

FAPOBOL: salários em atraso e 170 trabalhadores em risco de desemprego

A Fapobol entregou dois processos de insolvência no Tribunal Comercial de Gaia, apanhando os trabalhadores de surpresa.
A administração afirma que os processos são para recuperação.

Os trabalhadores com salários em atraso, ameaçaram concentrar-se em frente ao edifício da administração, hoje, sexta-feira, seaté às 16h não fossem pagos os salários.

A administração solicitou aos trabalhadores que esperassem até sexta-feira.

O Bloco apresentou na última assembleia municipal, realizada na quinta-feira passada, uma recomendação ao executivo camarário, com o seguijte teor:

Recomendação

Solidariedade com os trabalhadores da FAPOBOL

A Fapobol está com problemas financeiros e apresentou no Tribunal do Comércio de Gaia dois processos para a recuperação das fábricas de borracha e materiais plásticos que tem em Vila do Conde, com o fim declarado por um seu responsável, para recuperar a empresa.

Dado que o concelho tem sido especialmente fustigado com o problema do desemprego, atingindo os níveis mais elevados do distrito, e que no caso de insolvência, acresceriam mais 170 trabalhadores aos 3.646 registados no centro de emprego, levando a angústia e incerteza a mais essas famílias.

Segundo o que tem sido divulgado pela comunicação social, o maior credor é a Segurança Social.

A Assembleia Municipal de Vila do Conde, reunida aos vinte e oito de Fevereiro do ano de dois mil e oito,

  • Manifesta a mais profunda solidariedade para com os trabalhadores e trabalhadoras da empresa Fapobol nesta fase difícil da sua vida.

  • Recomenda ao executivo municipal que, como tem sido sua prática noutras situações semelhantes, interceda junto do poder central no sentido de que seja renegociada a dívida em causa, por forma a que a empresa possa continuar a laborar e prosseguir um percurso de recuperação.

  • Fazemos um apelo para que a solução que vier a ser encontrada, tenha como objectivo a manutenção dos postos de trabalho e acautele os interesses dos trabalhadores.

Vila do Conde, 28 de Fevereiro de 2008



Esta recomendação acabou por ser fundida com outra da CDU que igualmente se mostrava solidária e preocupada com mais esta ameaça de despedimento de trabalhadores, num concelho que tem sido fustigada pelo encerramento de empresas.