sexta-feira, 15 de junho de 2007

A ECONOMIA DE MERCADO EM FUNCIONAMENTO!...

Republicamos o artigo do blogue 'TRIBUNA SOCIALISTA' com o título acima referido, pela pertinência do assunto e porque estando inteiramente de acordo, dispensamo-nos de dizer por outras palavras o que está bem dito.
Também porque sempre podem dar uma vista de olhos a um blogue de um camarada recentemente eleito para a Mesa Nacional do Bloco, integrado na Moção 'D' que apresentando os seus pontos de vista diferentes da maioria, contribuiu dessa forma para a riqueza do Bloco, como Movimento Plural e significativamente diferente dos restantes partidos.





Na edição de hoje do "JORNAL DE NEGÓCIOS" a principal notícia da primeira página é aquela que reproduzimos. No interior do jornal, onde a notícia se desenvolve, começa da seguinte forma: "Os trabalhadores das empresas do PSI-20 receberam, em média, 26 mil euros cada no ano passado. Um valor 33 vezes inferior à remuneração dos executivos. Em 2006, os salários dos administradores das empresas cotadas cresceram duas vezes mais que os custos associados aos colaboradores"

Os trabalhadores das empresas do PSI-20 não são própriamente os mesmos das empresas que se deslocalizam. Também não são os mesmos nem têm os mesmos problemas dos trabalhadores do sector textil. A notícia também não se refere aos precários com recibos verdes.

Mas a grande questão é que TODOS os que referimos são trabalhadores submetidos a uma lógica de desigualdade provocada pela dinâmica de uma economia de mercado que muita gente teima em fazer crer que se trata de uma economia de desenvolvimento sustentado ou de oportunidades para todos(!).

Com o aumento da precaridade e de um clima de intimidação na generalidade das empresas (públicas e privadas), o poder económico e financeiro, com os seus media aliados, têm fomentado um clima de resignação em muitos sectores de trabalhadores: "mais vale ter um emprego, qualquer que seja, que estar no desemprego" ou "podemos ter salários de miséria, mas temo-los" ...

O objectivo deliberado é acentuar o individualismo entre os trabalhadores impedindo qualquer resposta colectiva por parte dos assalariados (com salário fixo ou com salário variável ...).

O aumento das desigualdades sociais, aquilo de que fala a notícia, tem de ser combatido com imaginação mas de uma forma muito incisiva e objectiva. É um combate que diz respeito a TODAS e TODOS os trabalhadores, do sector público e também do sector privado, com salários fixos ou com salários variáveis, licenciados ou não licenciados. É um combate que tem de redescobrir formas de organização que tornem visível que a acção colectiva é mais eficaz que o desespero individual. E é URGENTE!


quinta-feira, 14 de junho de 2007

Portugal desperdiça 60% da energia consumida


Segundo o Diário Económico de hoje, 60% da energia consumida em Portugal é desperdiçada, ilustrando a tendência de redução da eficiência energética nos últimos três anos. Os custos com a energia não param de aumentar, tendo ultrapassado os 5% do PIB em 2006, sendo que por cada mil euros de riqueza gerada, o país gasta 51 euros em energia, o valor mais alto dos últimos 22 anos. Resumindo, o país compra mais energia e aproveita-a pior. Oliveira Fernandes, professor do Instituto Superior Técnico, sustenta que para inverter esta situação é urgente investir cada vez mais nas fontes renováveis e na modernização das construções.
De acordo com uma noticia do "Diário Económico", há três anos consecutivos que a economia portuguesa está a perder eficiência no uso do petróleo e a factura energética não pára de aumentar, tendo ultrapassado os 5% do Produto Interno Bruto em 2006, o valor mais alto dos últimos onze anos. O desperdício representa 60% da energia consumida.
Em 2006, cada português consumiu 12 barris de petróleo por ano, valor que revisita os recordes do período de maior expansão económica (1999 a 2002). O crescimento do consumo de petróleo registou uma quebra em 2003, ano de recessão, mas desde então que está a subir de forma ritmada (de 1,5% em 2004 para quase 5% no ano passado).No entanto, esta maior intensidade energética da economia não se traduziu em mais crescimento, como provam os dados do PIB dos últimos anos. Pelo contrário, em 2006, Portugal precisou de pagar quase 51 euros para criar 1.000 euros de riqueza (PIB), naquele que é o maior valor desde 1985.Ribeiro da Silva, professor de Economia da Energia do ISEG, sublinhou que "se Portugal conseguisse reduzir em 20% o seu consumo de energia com recurso a mais eficiência pouparia 1,2 mil milhões de euros anuais".
Oliveira Fernandes, professor do Instituto Superior Técnico, pede um reforço "cada vez maior nas fontes renováveis", como as eólicas e a energia solar, e na modernização das construções, outro dos pontos por onde se escapa boa parte da energia.


GRUPO PARLAMENTAR PRESTA CONTAS!




No próximo dia 15 de Junho, sexta-feira, às 21h30, na Sede na R. da Torrinha, o Grupo Parlamentar, pela voz de Alda Macedo e João Semedo, vai prestar contas da actividade desenvolvida.


Sendo este um espaço privilegiado de contacto e de debate com/sobre a actividade parlamentar do BE, contamos com a presença de aderentes e simpatizantes!


DREN «protege e estimula bufaria»


O professor Fernando Charrua recebeu esta quinta-feira a nota de culpa e ficou a saber que é acusado de ter proferido, «de forma perfeitamente audível», e nas instalações da Direcção Regional de Educação do Norte, a frase «somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um f... da p...». Diz ainda a acusação, que a situação «ocorreu no dia 19 de Abril, cerca das 13 e 30 horas». Charrua desmente tudo e diz que tem testemunhas.
Conforme está escrito na nota de culpa, a que o Portugal Diário teve acesso, o instrutor do processo, José Paulo Pereira, considera que o «arguido apelidou, com um sentido depreciativo e injurioso, o primeiro ministro, Eng. José Sócrates, de «f... da p...».
Perante o conteúdo da nota de culpa, e por o desfecho do processo disciplinar se ter traduzido numa acusação sem sequer ter sido ouvido, Fernando Charrua, em conversa com os jornalistas, classificou a queixa de «ridícula» e «inacreditável». Mas disse mais: «É esta vergonha desta queixa, esta delação, esta bufaria que a senhora directora regional protege, agradece e estimula».
Ainda assim, este professor adianta que as «testemunhas dizem coisas absolutamente diferentes pelo que as hipóteses de defesa serão mais do que muitas». Para além disso, explica, querem provar um insulto, «que é falso».
Mas houve ou não algum comentário menos próprio? Charrua esclarece: «O insulto, a haver, passou-se no dia 20 e não no dia 19 de Abril». A directora regional «transportou uma conversa num restaurante para outro dia. E isto é da maior desonestidade que um dirigente do Ministério da Educação pode ter», acusa. «O comentário menos educado», reconhece, «passou-se sim num restaurante, com a mesma pessoa com quem almocei nos dois dias».
O professor não diz qual foi o «comentário menos educado», mas, numa nota distribuída à comunicação social, acusa: «Já não só há delatores na DREN, como já se colocam informadores nos restaurantes para ouvir as conversas de funcionários».
Da acusação consta ainda que Charrua «demonstrou grave desinteresse pelo cumprimento dos deveres gerais de lealdade e correcção». Um argumento que o professor classifica como «inacreditável», pois «um assunto que não é de serviço deu uma pena de suspensão, que é uma pena gravíssima».
Sobre a entrevista que a directora regional deu ao Diário de Notícias, em que diz estar a ser alvo de perseguição política, Charrua responde: «Mas então ela faz-me tudo isto sem me ouvir e ela é que é perseguida???? Eu é que tenho a certeza de estar a ser perseguido».
O professor de inglês, numa nota distribuída aos jornalistas, diz ainda ter provas de que a directora regional, Margarida Moreira, «teve interferência e intervenção na fase de instrução do processo disciplinar, o que é manifestamente ilegal» e «abusivo». Isto só reforça, acrescenta, «a perseguição de que tenho vindo a ser alvo na DREN».
Charrua está convencido de que, «custe o que custar, tenho de ser punido e saneado porque sou um elemento incómodo para a senhora directora regional e, também, pelos vistos, para o Governo».

Há mais 100 mil precários do que em 2006

O número de trabalhadores precários cresceu 12,5% em relação a 2006, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Os dados são divulgados hoje pelo Diário de Notícias, e revelam que no final do primeiro trimestre deste ano existiam 835 mil pessoas contratadas a prazo, "a recibos verdes" ou em regime de trabalho sazonal ou pontual, mais 93 mil do que no mesmo período do ano passado. Assim, os precários representam já 21,5% do universo total dos trabalhadores, fazendo de Portugal o segundo país da União Europeia com mais contratos precários proporcionalmente ao número total de trabalhadores.
O INE estima em 835 mil o número de contratos precários existentes em Portugal. Destes, 647 mil correspondem a contratos a termo (a maioria dos quais são contratos a prazo), mais 63 mil do que no período homólogo do ano anterior. Os outros tipos de vínculos precários (na generalidade, "falsos recibos verdes") aumentaram 20%, encontrando-se agora mais 189 mil pessoas nessa situação.
O peso destes contratos no universo total dos trabalhadores subiu de 19,1% para 21,6%, contrariando a tendência de descida verificada entre 2002 e 2005.
Outro estudo divulgado pelo Diário de Notícias em Abril deste ano, mostra que quem trabalha com vínculo precário em Portugal ganha, em média, menos 25% do que um trabalhador com contrato sem termo.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

OMS: Com melhor ambiente poderiam evitar-se 15000 mortes por ano em Portugal

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, esta 4ª feira 13 de Junho, a primeira análise por país dos efeitos dos factores ambientais na saúde. Os dados revelam profundas desigualdades, mas mostram também que a melhoria das condições ambientais permitiria melhorar a saúde, em todos os países. 13 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas com melhorias nas condições ambientais. Em relação a Portugal, a OMS calcula que poderiam evitar-se 15000 mortes por ano. A OMS baseou-se nas estatísticas de saúde nacionais de 2004 e concluiu que os problemas ambientais estão relacionados com 14% das doenças registadas em Portugal, causando a morte a 15 mil pessoas por ano, pelo menos. A OMS salienta ainda que morrem anualmente 1900 portugueses, por doenças directamente relacionadas com as más condições atmosféricas. Os problemas ambientais provocam infecções respiratórias, cancro e doenças cardiovasculares, entre outros problemas de saúde. O cancro, em particular o do pulmão, é responsável por grande parte das mortes. Entre os riscos para a saúde ligados ao ambiente a OMS destaca: poluição, doenças profissionais, radiações ultravioleta, poluição sonora, métodos empregues na agricultura, alterações climáticas e modificações do ecosistema, tipo de construção e comportamentos. Os países com mais baixo rendimento são os mais vulneráveis aos factores ambientais que têm uma incidência sobre a saúde. Segundo revela a OMS, as populações destes países perdem cerca de vinte vezes mais anos de vida com boa saúde, por pessoa e por ano, que as dos países mais ricos. No entanto, a OMS salienta também que todos os países sofrem com as consequências das condições ambientais na saúde e sublinha que, mesmo nos países onde o ambiente é mais saudável, cerca de 1/6 das doenças poderiam ser evitadas e alguma melhoria ambiental permitiria lutar eficazmente contra as doenças cardiovasculares e os ferimentos provocados por acidentes rodoviários. A falta de qualidade da água, incluindo o saneamento e a deficiente higiene, e a poluição no interior das habitações, devido ao uso de combustíveis fósseis para a preparação de alimentos e o aquecimento, são responsáveis por mais de 10 por cento das mortes em 23 países. As crianças com menos de cinco anos são as principais vítimas, representando 74% das vítimas de diarreias e de infecções respiratórias.

terça-feira, 12 de junho de 2007

a QUIMONDA no debate mensal de Maio na A.R.


O debate mensal realizou-se na manhã de sexta 27 de Maio e F. Louçã abriu o debate com a questão do horário das 12 horas que a Quimonda quer impor aos seus trabalhadores, ameaçando 66 com o despedimento.



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